A exigência dos recursos humanos das empresas de FMCG e Retalho

Carrinho de compras com vegetais no supermercado.
Janeiro 20184 minuto(s)
Carrinho de compras com vegetais no supermercado.

Este foi um ano bastante dinâmico no que respeita ao mercado de Retalho e FMCG. Dando como exemplo o trabalho efetuado em parceria com a Michael Page, verificou-se um aumento interessante no número de novas contratações em Sales & Marketing.

Tendo em conta este dinamismo verificado na área, valerá a pena analisar com algum detalhe as particularidades deste setor. Nas diferentes áreas e na maioria das indústrias existem algumas especificidades nos departamentos de recursos humanos, tanto na tipologia de cliente que encontramos como no modo de atuar e gerir o seu capital humano. Contudo, diria que em FMCG e retalho alimentar e não alimentar existe um modus operandi comum a quase todas as empresas deste setor.

Em primeiro lugar, assinalaria o nível de exigência durante todo o processo, nível este que é ainda mais elevado quando uma empresa escolhe um parceiro como a Michael Page para dar suporte aos seus processos de recrutamento e seleção, e avaliação de competências. No que respeita ao recrutamento de perfis de Sales & Marketing de middle e up management, nota-se uma boa articulação entre os departamentos de recursos humanos e os line managers a quem o futuro candidato irá reportar e daqui resulta que os recrutadores sabem exatamente o que procuram e o que valorizam nestes candidatos. Além de terem o “Job description” e os possíveis planos de evolução de carreira, previamente definidos, estas equipas são bastante rigorosas e revelam elevados padrões de qualidade tanto na exigência do tipo de serviço prestado, como no delivery de bons candidatos.

Quanto aquilo que as empresas procuram, nos últimos anos, nota-se uma tendência acrescida da valorização e procura de determinadas vivências que vão para além das tradicionais competências de cariz mais técnico, tais como a experiência acumulada em contexto multinacional e /ou vivências internacionais, capacidade de resolução de problemas complexos, criatividade, capacidade de adaptação, inteligência emocional e o domínio de duas a três línguas. Em paralelo, o online/digital, por ocupar um lugar central no quotidiano de qualquer candidato deste universo, deverá ser uma aposta contínua para qualquer profissional.

Verifica-se, também, que neste contexto, as empresas valorizam que estes candidatos sejam capazes de fazer um bom "pitch". O que é isto de um “bom pich”? Não é mais do que uma brevíssima apresentação, que idealmente não excede os 3 minutos, dirigida a um decisor, onde estes profissionais têm que conquistar a atenção do seu ouvinte e fazer com que estes o escolham. Esta curta apresentação, a par de todas as outras variáveis consideradas num processo, revelam de forma bastante evidente a capacidade de comunicação, estrutura cognitiva e dinâmica comportamental do candidato em causa. A ideia é claramente captar e reter a atenção dos seus “compradores “e aumentar a vontade de saber mais sobre a pessoa em causa. Se não conseguirem superar este desafio, torna-se menos provável que seja o candidato selecionado. De sublinhar, que este momento terá de ser genuíno, mostrando verdadeira paixão pelo que se está a fazer e a dizer para que queiram apostar neles e “comprem” o seu potencial. O treino para este momento crucial começa, desde logo, no primeiro contacto com o consultor que deve ser, sem dúvida, um coach fundamental durante o processo dos “seus candidatos”.

Para deixar uma ideia mais precisa, estes processos são bastante criteriosos no que respeita ao seu conteúdo e cronograma, requerendo também uma manifesta disponibilidade e motivação por parte dos candidatos, tendo em conta a sua morosidade ou intensidade. Alguns podem ser compostos por até 5 fases. O ciclo inicia-se com as tradicionais entrevistas presenciais de carácter comportamental/ biográfico e técnico, seguidas de testes psicotécnicos e analíticos (tipicamente executados online), a resolução de um business case adequado ao contexto e a sua respetiva defesa oral ou escrita, muitas vezes em inglês e/ou espanhol.

Mas a exigência não está só do lado dos empregadores. Do outro lado da moeda, hoje temos um mercado global, bem mais sofisticado e que é dominado por candidatos – o que  tipicamente chamamos de um mercado“candidate driven”. Hoje e mais do que nunca, estes profissionais sabem o seu real valor e têm bem presente as suas motivação pessoais e profissionais, tendo assim um maior poder de negociação durante todo o processo de seleção. Esta mudança de paradigma está associada, naturalmente, a uma conjuntura mais favorável à contratação, maior número de ofertas e apetência do atual mercado. É também verdade que alguns candidatos passaram a rejeitar possíveis ofertas de emprego em algumas marcas por falta de identificação com as categorias e/ou modelos de gestão, outrora consideradas como muito sexy’s,

Esta exigência de ambos os lados e dinamismo do mercado fazem com que seja possível um maior fit entre empresa e candidato. Isso tem sido uma realidade também no trabalho da Michael Page durante este ano e no número interessante de novas contratações nesta área.

 

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