Momentos de crise, como o atual, acentuam as mudanças. O modelo trabalho que persistiu até ao final do século XX – com um emprego para a vida, feito a partir do escritório – acabou.

A contração da economia global irá afectar empresas e postos de trabalho. Provavelmente, muitas áreas da economia nunca voltarão ao nível em que se encontravam antes da pandemia. Com a globalização, mesmo os países com medidas de confinamento muito leves estão a sentir fortemente os impactos. Muitos analistas acreditam que a Gig Economy será incrementada, com trabalhadores alocados a projetos de duração específica, feitos a partir de qualquer parte do mundo.

O novo escritório encontra-se onde existe uma ligação wi-fi. Multinacionais, centros de serviços partilhados, espaços de coworking e trabalho remoto transformam a paisagem corporativa, estimando-se que cerca de 70% dos colaboradores a nível mundial executem algum tipo de trabalho remoto.

As consequências do novo modelo de trabalho

Os impactos, positivos e negativos, são massivos. Os horários rígidos tendem a desaparecer e as pessoas são pagas pelo que fazem e não por quando o fazem. As cidades são reinventadas, com espaços e custos de escritório reduzidos. Mas estes não desaparecerão. Conseguiríamos ser produtivos, criativos e felizes a trabalhar remotamente para o resto das nossas vidas? A maioria de nós provavelmente não.

O trabalho em escritório permite criar redes de contactos e até estabelecer amizades. Além disso, para as organizações é extremamente difícil manter uma cultura empresarial e espírito de equipa de forma remota. O escritório passará a ser visto, acima de tudo, como um espaço colaborativo.

A nível socioeconómico, há claros desafios. Verificou-se que quanto mais elevado é o PIB de um país, mais facilmente se trabalha a partir de casa. Na Suíça 45% dos profissionais puderam desempenhar as suas funções remotamente, caindo este número para 11% no Camboja. Assim, a crise tem um impacto mais destrutivo nas economias mais frágeis.

Por outro lado, a pool global de talento a que as empresas têm acesso acarreta consequências para os trabalhadores dos países mais desenvolvidos. As funções podem ser desempenhadas por colaboradores de países com salários inferiores, assistindo-se a uma descida global das remunerações.

Este é sem dúvida um momento difícil. No entanto, poderá acelerar o futuro do trabalho e estabelecer bases mais abertas, flexíveis e inovadoras sobre como, onde e quem o realiza.

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Publicado a 07/08/2020

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