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A evolução do trabalho temporário em Portugal

A Evolução do Panorama Atual do Trabalho Temporário, um estudo global realizado  pela Michael Page, para o qual foram entrevistados 1,804 gestores e 2,944 colaboradores dos mais variados setores, ajudou-nos a perceber melhor o trabalho temporário e a construir conclusões sobre o DNA dos colaboradores temporários. A principal conclusão é que a natureza destes colaboradores e as expectativas que as empresas têm para eles se modificaram de forma drástica.

Até há pouco tempo, o trabalho temporário era encarado como algo secundário, uma segunda opção para as funções permanentes. Contudo, este relatório demonstra que ocorreu uma alteração significativa nesta perspetiva. Actualmente,  é pedido a cerca de 89% dos trabalhadores temporários mais flexibilidade, nomeadamente no que concerne a adaptação ao ambiente de trabalho e gestão de eventos que não estavam previamente planeados. Além disso, é ainda expectável que estes colaboradores comuniquem mais com os restantes departamentos internos.

O tempo em que o colaborador temporário acabou-se focava apenas numa tarefa acabou. Hoje em dia espera-se que estes colaboradores sejam membros iguais aos colaboradores permanentes das equipas de que fazem parte, desde o primeiro dia: que participem em reuniões, deleguem tarefas e se envolvam a 100% na empresa. É devido a estes fatores que esta se torna numa opção bastante atrativa para os recém-licenciados que querem dar início à sua vida profissional e ganhar experiência. Os colaboradores temporários integram-se cada vez melhor nas empresas e, desta forma, os horários de trabalho flexíveis tornam-se uma regra e cada vez menos uma exceção, passando a ser uma prática comum neste tipo de projeto.

Uma vez que vivemos numa sociedade onde cada vez mais se procura flexibilidade de horário no trabalho, o trabalho temporário é cada vez mais uma opção atrativa.. Vejamos o exemplo do aumento dos millennials que exigem horários mais flexíveis, o que se traduznum despertar de grandes empresas como a Google e a Netflix para a preparação de um novo caminho de adaptação a tendências que promovam o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. A Netflix, por exemplo, dá aos seus colaboradores férias ilimitadas. De facto, em Portugal o número de colaboradores temporários ou em regime de part-time tem vindo a aumentar de forma considerável.

O investimento nos colaboradores temporários foi uma das principais causas para esta mudança de atitude.

 Em Portugal, cerca de 80% das empresas investe em formação para os seus colaboradores temporários além da exigida por lei, comparativamente a uma média global de 58%. A vontade dos empresários portugueses em investir neste género de colaboradores está a ajudar a formatar o novo DNA dos trabalhadores temporários.

Estes trabalhadores deixaram ainda de ser meramente operacionais, tendo a Michael Page descoberto outras áreas de recrutamento, como engenharia, vendas, funções administrativas, finanças, contabilidade e TI. A diversidade constatada no seio destes trabalhadores destaca que as expetativas dos colaboradores e empregadores está a modificar.

A idade média ronda os 36 anos e 53% tem pelo menos 10 anos de experiência – estes dados demonstram que os colaboradores temporários deixaram de ser alguém que está apenas à procura de um trabalho rápido e esporádico, passando logo para outro mal este termine. Os novos trabalhadores temporários investem em si, tal como as empresas investiram neles – 40% apresenta licenciatura.

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