Quando comecei a minha carreira profissional, havia duas tendências-base, em extremos opostos. De um lado, a noção de que o colaborador que chegava primeiro ao escritório e era o último a desligar o computador era o mais produtivo. Do outro, a mentalidade de cumprir rigorosamente com o horário das 9h às 18h, independentemente de ficarem tarefas urgentes por fazer ou do facto do trabalho de um colega ou cliente estar pendente das tarefas do colaborador.

Ambas as mentalidades pecavam fortemente por um simples motivo: focavam-se no tempo, nos horários, e não nos resultados e produtividade.

Felizmente, temos vindo a assistir a grandes progressos face a este mindset, quer por parte das empresas quer por parte dos profissionais. Cada vez é mais comum as organizações acordarem com os colaboradores um regime flexível, em que o trabalho é executado de forma eficiente, nos períodos de maior eficácia para todas as partes.

Mas para que esta alternativa funcione da melhor forma para todos os envolvidos, é fundamental que exista um compromisso de parte a parte, caso contrário a filosofia ficará corrompida.

Para os profissionais, é muito importante que compreendam que flexibilidade não significa trabalhar a meio termo, nem decidir unilateralmente aquilo que querem fazer sem informar a empresa. Num caso extremo, um colaborador não pode faltar sistematicamente a uma reunião de equipa semanal porque está em conflito constante com um compromisso pessoal. E devem compreender que a flexibilidade dependerá, em última análise, sempre dos seus resultado e do seu profissionalismo. O direito à flexibilidade deve ser visto como algo que se conquista e se trabalha para manter e não como um direito adquirido.

Mas por outro lado, também as empresas têm as suas responsabilidades. Os líderes não podem prometer “flexibilidade” fazendo simultaneamente um micromanagement dos seus colaborardes, não confiando no seu sentido de responsabilidade. Também é muito importante que a flexibilidade seja possibilitada de igual modo a todos os colaboradores cujas funções assim o permitam e que não seja um privilégio exclusivo dos “favoritos”.

Ressalvadas as condições básicas, as empresas estarão prontas para desenvolver uma forma de trabalhar dinâmica, inovadora e que será, acredito, a grande tendência dos negócios de sucesso do futuro.

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