A flexibilidade no trabalho é um tema bastante discutido nos dias de hoje, sendo a Suécia um país bastante referido no que concerne à sua abordagem ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. São muitas as empresas que têm vindo a adaptar as suas políticas de RH, com o intuito de refletir sobre as diversas alterações na natureza do trabalho.

Algumas são capazes de acompanhar estas mudanças, outras nem tanto. A Netflix é o exemplo perfeito quando se fala de flexibilidade no trabalho, deixando os seus colaboradores tirarem os dias de férias que quiserem. Com cada vez mais pessoas a trabalhar a partir de cada (um em cada cinco americanos usufrui deste benefício), conseguimos notar o crescimento de uma tendência na qual constatamos que os colaboradores são cada vez mais autónomos e que há por parte das empresas, um controlo menos apertado no que diz respeito à forma como cada um utiliza o seu tempo. Os dias em que era expectável que os colaboradores despendessem 8 a 9 horas à secretária, sob a ilusão que eram mais estão já ultrapassados. No entanto, é preciso ter em atenção que este método de trabalho não é aplicável a toda a gente e que cada pessoa trabalha de forma diferente. Estas são tendências crescentes que mostram a prevalência da flexibilidade no trabalho mas, em último caso, a flexibilidade prende-se com o fator liberdade: o poder da escolha. Isto ajuda a aliviar a ansiedade que muitos de nós sentimos no nosso quotidiano laboral.

No entanto, as empresas começam a perceber que quando dão mais controlo sobre o tempo a cada um dos colaboradores e os deixam decidir onde e quando trabalhar, estes tornam-se mais produtivos. Mais de 2 em cada 3 colaboradores reportam níveis mais elevados de produtividade quando trabalham em casa. Porquê? Porque quando estão em casa há menos pessoas e por conseguinte menos distrações. Um colega, ao passar pela nossa secretária para nos contar uma vez mais as peripécias do fim-de-semana pode nem parecer muito inconveniente nem tomar muito tempo, mas pode quebrar o ritmo e afetar gravemente a nossa produtividade. Ao trabalharmos a partir de casa tal não acontece porque estamos sozinhos. Não há ninguém a passar enquanto estamos a meio de uma tarefa ou a trabalhar em algo. Confiar nos colaboradores e deixá-los trabalhar a partir de casa é algo que deve estar na estratégia de qualquer empresa, uma vez que todos os colaboradores são diferentes. As tradicionais medidas de RH, ditando que uma medida única serve para todas as pessoas, estão a desvanecer, na medida em que as empresas pretendem agradar cada um em particular, em detrimento das entidades.

1. As pessoas querem mais equilíbrio entre a vida pessoal e profissional

Imaginemos o seguinte caso: tem uma consulta no médico às 14h. No entanto, também tem de trabalhar todo o dia, acrescentando assim mais uma preocupação sobre o que fazer. Tirar metade do dia? Negociar com o chefe para poder compensar o tempo perdido? Não é fácil, pode até induzir sintomas de stress e ansiedade. Agora imaginemos que trabalha a partir de casa: poderá simplesmente sair de casa ir à consulta e voltar, sem qualquer tipo de questões. Isto tornará o colaborador mais produtivo, com menos stress e mais feliz. Acho que todos sabemos qual a rota a tomar. Não devemos sobrestimar a importância do trabalho mas sim integrá-lo de uma forma equilibrada e que conduzirá a uma melhor gestão do tempo.

Ao darmos mais poder aos colaboradores sobre o seu tempo, iremos motivá-los. Existe o mito que ao deixar os colaboradores trabalharem a partir de casa eles não trabalharão de todo. Este não é de todo o caso, as pessoas querem trabalhar – no entanto, algumas preferem trabalhar a partir do conforto das suas casas. Além disso, existe ainda uma correlação positiva entre as pessoas que trabalham em casa e aquelas com maior nível de satisfação profissional.

2. Será que o escritório está desatualizado?

Talvez esteja a ter um dia mau, talvez a ideia de se deslocar uma hora por dia para o local de emprego não lhe agrade ou talvez se sinta mais produtivo ao fazer as coisas em casa sem barulho, reuniões ou distrações. Ao deixarmos cada um dos colaboradores definir o seu horário iremos ter melhores resultados para o negócio. Alguma pessoas são como as corujas e conseguem ter o trabalho pronto antes de amanhecer, uma vez que preferem trabalhar durante a noite. Um emprego fornece “identidade, contactos, amizades e estrutura”, no entanto a nossa saúde mental não  se conforma muitas vezes com as estruturas impostas pelas entidades empregadores – a flexibilidade no trabalho oferece uma solução àqueles que não estão satisfeitos. Talvez o negócio pudesse aprender a partir deste exemplo e adaptar os escritórios, considerando que um dos relatórios da PwC afirma que os escritórios tradicionais se podem ter tornado em algo do passado. Desta forma, faz sentido adaptar os escritórios de forma a que permita a existência de locais onde os colaboradores possam colaborar entre si, relaxar, trabalhar sozinhos e partilhar ideias.

3. Alcançar os objetivos propostos

Há ainda o mito de que quanto mais tempo se passa no escritório mais trabalho é feito. A ideia que as pessoas são capazes de ser produtivas por mais de 8 horas, cinco dias por semana é no mínimo incoerente e até os millennials estão a aperceber-se disso. O report sobre o Branding dos Millennials descobriu que cerca de 45% dos millennials escolheria a flexibilidade em detrimento do salário. E uma vez que esta geração constitui atualmente a maioria da força corporativa, seria inteligente por parte das empresas efetuarem estas mudanças estruturais, nomeadamente no que diz respeito a flexibilidade, segurança económica e trabalho de relevo. As empresas que se certificam do cumprimento de todas estas questões elevarão o seu estatuto a empresa de escolha do talento millennial. Falamos de empresas como a Google, Netflix e Intel. Outra forma de analisar esta questão é compreender que a flexibilidade significa que os colaboradores poderão, por exemplo, sair mais cedo numa terça para uma aula de yoga, sabendo que no sábado de manhã eles estarão na mesma de volta desse projeto. Em última análise, o que definimos para fazer nos nossos termos diminuirá o nosso nível de ansiedade e resultará numa melhor relação com o próprio trabalho.

4. Os colaboradores tirarão menos dias por estarem doentes

Uma vez que alguns dos dias em que os colaboradores não vão trabalhar com a justificação de que estão doentes estão relacionados com a falta de vontade de ir até ao escritório, as políticas de flexibilidade apresentam-se como uma excelente solução para colmatar este problema. Em 2013, 131 milhões de dias foram perdidos devido a doença. Enquanto uma larga porção destes números pode ser doença genuína impedindo as pessoas de trabalharem, uma parte deste número remete a colaboradores que simplesmente não tiveram vontade de ir trabalhar. Ao permitir que cada um trabalhe a partir de, iremos diminuir a probabilidade de os colaboradores tirarem um dia por motivos de saúde. Trabalho flexível motiva os colaboradores.

5. É melhor para o ambiente

De acordo com a média europeia, cada pessoa perde aproximadamente duas horas e meia por semana em deslocações. Este é um número que tem vindo a aumentar desde a década passada. O impacto ambiental de viajar de carro ou mota é evidentemente prejudicial. E caro. Ao permitir que os colaboradores trabalhem a partir de casa, irá ajudá-los a poupar dinheiro (o que os deixará mais felizes) e ajudará a reduzir o impacto ambiental.

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