A Revolução de Competências de Trabalho Remoto

Os candidatos portugueses estão a aplicar às suas carreiras profissionais a expressão “todas as crises podem trazer oportunidades”, especialmente quando se trata das competências que contribuem para a conquista dos seus objetivos.

De acordo com o mais recente estudo da Michael Page, o período de confinamento encorajou muitas pessoas a reavaliarem as suas competências e a melhorá-las para uma pesquisa de emprego, ou para a realização da sua atual função.

O que precisam os managers e líderes de equipa procurar ao entrevistar potenciais colaboradores? Questionámos os candidatos portugueses sobre como adquiriram ou melhoraram competências, recorrendo a ferramentas internas da empresa se estavam a trabalhar, ou ferramentas externas como a Udemy.

19,8% utilizou ferramentas da empresa, comparativamente a 36% que utilizou ferramentas externas, demonstrando a sua determinação para melhorar o seu perfil com ou sem apoio do seu atual empregador.

Perguntámos aos questionados o porquê de aprenderem novas competências. Apesar de 19,8% ter recorrido a ferramentas internas, não era necessário fazê-lo, apenas 5,7% afirmou que lhes foi pedido. No geral, os candidatos procuram melhorar as suas competências para contribuir para o desenvolvimento da sua carreira (62,5%), melhorar a sua capacidade de inovação (46,6%), para se prepararem para uma função futura específica (43,2%), ou para se adaptarem a novas tarefas (27,3%).

Estes motivos de melhoria são todos muito pessoais, destacando o conhecimento dos potencias colaboradores relativamente à competitividade do mercado e que as suas competências vão ajudá-los a destacarem-se dos restantes candidatos. O estudo indica também que 22,7% aprendeu competências para melhorar a sua experiência e a satisfação do cliente na sua empresa atual, com 14,8% a melhorar as competências para contribuir para a melhoria dos produtos e serviços da empresa.

Chamadas de vídeo e comunicação remota: demasiado ou em falta?

Com uma grande percentagem da população empregada em teletrabalho, em vários casos há quase sete meses, perguntámos aos inquiridos o que sentiam relativamente à quantidade e aos motivos de comunicação por parte das suas chefias. A maioria dos inquiridos (74,5%) respondeu que tiveram uma quantidade adequada de reuniões desde o confinamento, com 23,5% com uma perspetiva oposta.

Isto indica-nos que as pessoas valorizam chamadas de vídeo e reuniões de equipa, mas apenas a uma quantidade adequada e por motivos específicos. Felizmente, os nossos questionados responderam que existiu um equilíbrio relativamente às chamadas/videoconferências, com 42,9% a afirmar que uma grande quantidade de reuniões estava relacionada com o controlo de projetos e produção, e com a gestão de equipas e colegas.

O estudo destaca também o grande esforço das empresas e colaboradores que tornaram o trabalho remoto numa realidade funcional, utilizando o vídeo para compensar a ausência de interação pessoal (81%) e reorganizar as práticas de trabalho (47,6%).

Trabalho remoto – quais os esforços das empresas?

A maioria das empresas tentaram facilitar alguns dos aspetos físicos do trabalho remoto, com 54,9% em Portugal a fornecer aos colaboradores portáteis, telemóveis, auscultadores e outros dispositivos de hardware necessários para a realização das suas funções.

No entanto, verifica-se uma grande diferença comparativamente o outro elemento importante no trabalho remoto: material de escritório e a capacidade de trabalhar num ambiente confortável em casa.

Em Portugal as empresas ficaram aquém, com apenas 2% a fornecer mesas, cadeiras, entre outros. No entanto, isto possibilita as empresas com uma visão mais futurista desenvolverem um Employer Branding bem-sucedido, fornecendo a potenciais contratações material de escritório para se diferenciarem da concorrência.

Férias e Finanças – qual o impacto da crise da COVID nos candidatos?

A pandemia teve um alcance global no início da primavera e o confinamento prolongou-se até Junho na maioria dos países, indo de encontro com o início do período das férias de verão. Esta situação apresentou uma questão interessante para as empresas e colaboradores: tirar ou não férias?

A maioria dos candidatos alterou os seus planos de viagem para o verão de 2020 (64%) salientando o impacto que teve na vida ‘normal’. Ao perguntarmos o porquê, os resultados expõem o nervosismo causado pela situação atual, sendo que a grande maioria não viaja devido à COVID (70.8%), ou ao impacto de um possível confinamento no seu país ou no país de destino (16,7%).

15% alterou os seus planos de viagem após as recomendações da sua empresa, ou devido ao impacto financeiro da pandemia, não tendo a possibilidade de pagar a viagem (13,8%). Surpreendentemente, apenas 6,3% alterou os seus planos devido à possibilidade de ficar de quarentena na chegada ou regresso. Problemas relacionados com creches foram as menores preocupações dos candidatos da Michael Page, com apenas 1,7% a cancelar as suas viagens.

Em termos financeiros, a maioria dos candidatos portugueses (64%) afirmou que a pandemia afetou as suas finanças, com uma percentagem reduzida (0,4%) a afirmar que a sua remuneração aumentou. Este impacto é uma consequência da redução de salários e do volume de trabalho e está diretamente relacionado com o trabalho flexível (ou horários reduzidos) 28,8%. Muitos candidatos começaram a poupar dinheiro durante a crise (21,7%) e também fizeram uma redução de gastos durante este período (20,4%) de forma a prevenirem-se para eventuais problemas futuros.

Se pretender falar com um dos nossos consultores especializados relativamente aos resultados do nosso estudo, não hesite em contactar-nos. A nossa equipa pode ajudá-lo a compreender de que forma poderá beneficiar da sua próxima contratação.

Publicado a 15/10/2020

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