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Geração X tem o maior nível de confiança

Um estudo global feito pela Michael Page sobre a confiança dos trabalhadores relativamente ao mercado de trabalho revelou que a chamada Geração X (pessoas com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos) apresenta os maiores níveis de confiança no mercado de trabalho, comparativamente a outras faixas etárias.

O estudo foi realizado para determinar o nível de confiança dos profissionais no mercado de trabalho, tendo sido colocadas questões aos candidatos como “qual é a sua perceção do ambiente económico?” ou “como considera que estará a sua situação profissional nos próximos 12 meses?”. O estudo pretende transmitir uma imagem clara da confiança dos trabalhadores na Europa.

Os resultados do terceiro trimestre em Portugal  variam ligeiramente comparativamente aos obtidos no estudo do segundo trimestre: alguns apresentaram uma melhoria; outros são menos positivos, mas de um modo geral o optimismo mantém-se.

Os profissionais com idades entre os 30 e os 50 anos apresentam um aumento de confiança em todos os campos. A sua confiança aumentou relativamente ao mercado de trabalho, ao desenvolvimento de skills, ao leque de responsabilidades e remuneração. Neste contexto, os profissionais nesta faixa etária são os que apresentam mais confiança numa evolução futura.

Por exemplo, 50% dos inquiridos com idades entre os 30 e os 50 anos pensam que o seu leque de responsabilidades vai melhorar, podendo esta realidade estar relacionada com mudanças no mercado laboral, evoluções no local de trabalho ou com um papel mais preponderante das novas tecnologias no quotidiano profissional.

O que importa destacar é que 65% dos candidatos acredita que vai desenvolver as suas competências. Este é um bom sinal e destaca a importância de uma aprendizagem e desenvolvimento de competências contínuas. De facto, os empregadores que procuram reter o melhor talento devem oferecer a possibilidade de crescimento, tanto a nível pessoal e profissional, na empresa.

Por outro lado, de acordo com as previsões da Trading Economics, é esperado que a taxa de desemprego em Portugal, que de momento se encontra nos 10.5%, baixe para 10.2% durante o próximo ano, sendo que estas previsões podem também influenciar positivamente a confiança.

Contudo, nem todos os profissionais se encontram confiantes. A média de confiança em Portugal ronda os 40%, estando abaixo da média da Europa, que se encontra nos 49%. Candidatos com idades abaixo dos 30 anos mostram níveis mais baixos de confiança. Isso é surpreendente considerando que as taxas de desemprego jovem estão a descer.

Apenas 47% dos inquiridos dessa faixa etária acredita que o seu equilíbrio entre vida profissional e pessoal vai melhorar nos próximos 12 meses, sendo que esta poderá então ser a razão por detrás dos níveis de confiança estagnarem no que diz respeito ao desenvolvimento pessoal e de competências.

É importante que os empregadores respondam de forma correcta a estes resultados. Estar confiante em relação a desenvolver as competências e realmente desenvolvê-las são duas coisas completamente diferentes. Num mundo global, onde as mudanças são rápidas, os trabalhadores querem continuar a aprender e a melhorar as suas competências. Cabe ao empregador a responsabilidade de ouvir as expectativas e desejos dos seus colaboradores, fornecendo soluções para garantir a sua retenção.

Por fim, analisando os resultados dos profissionais acima dos 49 anos, verificamos que estes são os que apresentam menos confiança no mercado de trabalho e na sua evolução profissional. Esta é também a faixa etária com resultados menos positivos no que concerne a evolução de competências no local de trabalho e nos níveis de compensação.

De modo a melhorar os níveis de confiança no mercado do trabalho deste profissionais experientes, as empresas têm de pensar em formas de manter o talento mais sénior motivado, garantindo a sua retenção.

Se desejar  consultar o estudo completo, por favor clique aqui.