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Como São as Deslocações Para o Trabalho em Portugal?

Os profissionais portugueses apresentam o menor período de duração e nível de stress no que concerne às deslocações diárias para o local de trabalho, comparativamente aos restantes países europeus de acordo com o mais recente estudo da Michael Page. Foram inquiridos cerca de 12,485 profissionais para um melhor entendimento relativo à natureza destas deslocações e as respetivas implicações na retenção, bem-estar e produtividade dos colaboradores no local de trabalho.

DESLOCAÇÃO: QUAL A SUA REAL DURAÇÃO?

Os profissionais em Portugal demoram cerca de 34 minutos a chegar ao local de trabalho. Sendo um país com uma dimensão mais reduzida seria de esperar que as deslocações demorassem menos tempo, no entanto constatámos que estes fatores não estão inteiramente correlacionados, na medida em que a Bélgica um país três vezes mais pequeno que Portugal, demora em média 45 minutos. Como resultado desta rápida deslocação, os portugueses apresentam níveis de stress inferiores, com um total de 73% dos inquiridos a afirmar que a deslocação não foi muito stressante ou não foi stressante de todo, um contraste bastante acentuado com por exemplo Itália onde 69% dos profissionais considera as suas deslocações stressantes. Esta realidade pode ter uma influência bastante positiva no local de trabalho, onde os colaboradores estão relaxados e começam o dia de forma positiva.

MEDIDOR DE STRESS NOS TRANSPORTES PRIVADOS

Os profissionais portugueses preferem deslocar-se no seu próprio veículo ao invés dos transportes públicos. Aquando da escolha múltipla referente ao meio de transporte, 80% afirma levar o seu próprio carro, sendo que apenas 22% utiliza os transportes públicos. Portugal é um dos países no ranking com menor nível de stress no que concerne a transportes privados (24%). Apenas 1% dos inquiridos afirma utilizar bicicleta, o que apesar de ser um número baixo não é, tendo em conta as paisagens inclinadas das principais cidades.

Aqueles que utilizam a rede de transportes públicos concordam, no entanto, que esta é eficiente e pouco stressante: 69% corrobora esta afirmação. A percentagem de inquiridos que os consideram stressantes aponta como principais razões a sobrelotação destes transportes, os problemas técnicos e greves – problema bastante comum também em Espanha. A principal razão defendida na utilização de transportes públicos prende-se com o facto de não serem caros e serem bastante rápidos. De uma forma geral, em Portugal a deslocação é uma experiencia menos stressante do que nos restantes países europeus, sendo este um fator que afeta de forma positiva a motivação e produtividade dos colaboradores.

EQUÍLIBRIO ENTRE A VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL

Com o stress a ser menor entre os profissionais em Portugal, numa tentativa de aprofundar a nossa pesquisa tentámos analisar o balanço entre a vida profissional e pessoal. Num ranking de 1 a 10, Portugal ocupa a 6ºposição. Este número aumenta para os 6,3 quando a deslocação demora menos de 45 minutos, passando para os 6,4 quando existe possibilidade de trabalhar com acesso remoto. Estes valores indicam que a deslocação tem um impacto na forma como os colaboradores vêm a sua vida profissional, indicando ainda que ao se dar a oportunidade de trabalharem a partir de casa há uma redução significativa no stress, dando lugar a uma influência positiva no trabalho.

34% dos profissional com deslocações superiores a 45 minutos relatam ansiedade após a chegada ao local de trabalho o que é 14 pontos acima daqueles que chegam em menos de 45 minutos. Isto é uma tendência vista por toda a Europa pelo que se a deslocação for curta, o colaborador sentir-se-á menos ansioso e stressado. Especificamente em Portugal, os colaboradores do sexo masculino reportam um maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal do que as mulheres. Os inquiridos do género feminino mostram-se mais ansiosos quando acordam de manhã e com a chegada ao local de trabalho. No que concerne aos atrasos, as mulheres também apresentam valores mais elevados do que os homens. Cada vez mais, as empresas têm a oportunidade de reter e atrair talento caso decidam implementar medidas tal como acesso remoto e políticas de flexibilidade que no final se traduzirão no aumento considerável da produtividade e da motivação.

Mas e o que se passa então relativamente aos atrasos? Mais de metade dos colaboradores chega ao local de trabalho a horas, no entanto, cerca de 41% dos profissionais afirma chegar atrasado (este número aumenta se a deslocação for maior). Este atraso prende-se com uma das razões mais comuns por toda a Europa – trânsito. É a principal causa para os atrasos, sendo que a outra razão é no entanto bastante surpreendente: 32% dos inquiridos afirma chegar atrasado por lhes custar a acordar, seguidos de inúmeros problemas de gestão de tempo.

Além disto, o número aumenta entre os inquiridos com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos, que reportam ter uma má organização, podendo este facto ser atribuído a terem menos responsabilidades. As empresas podem oferecer inúmeras politicas de flexibilidade no trabalho, nomeadamente no que concerne ao horário de chegada ao escritório, de forma a que possam evitar deslocações durantes as horas de ponta. Outra opção é o acesso remoto, através do qual os colaboradores têm a opção de trabalhar fora do ambiente de escritório, tendo acesso à sua caixa de correio eletrónico através de dispositivos móveis e participação em reuniões online.

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